Mais? Aqui*Marca-passo*
Marca-passo, vê? É isso: me mantém vivo. Sinta.
Isso aqui que eu mastigo é o marca-passo que come. Era isso aqui que homem de lata procurava, lembra? Mágico de Oz.
Aquela menina de trancinhas, o leão, o espantalho, a bruxa, o tótó... Tem também a história do disco do Pink FLoyd, não acredito não.
Certo: o homem de lata. É: o coração dele é o meu.
Paguei caro, não, nem tinha estrada de tijolos dourados, era tudo frio, sem cor: Hospital. Tem de ser assim, não?
Lembro quando era pequeno, que eu corria; corria, corria e corria, nunca arfava, todo o fôlego do mundo nos pulmões, minha mãe dizia que veio na base de reza e oração, que pedia todo dia a Deus que não tivesse mesma asma que meu avô e meu pai, não vim com asma; mas em compensação, vim com um coração de merda, que falhava, falhava quando eu corria demais, e eu só podia correr que nem menino de oito anos: fraco e de perna curta.
Daí enfiei a cara nos livros e parei de correr, pra sempre, ô maldição, nem rezo mais, minha mãe pediu um troço pra vir outro errado? Ódio.
Como não corria, fui escrever, coisa cômoda, corria sim, nos cômodos da casa, nos mundos que inventava, minhas personagens corriam por mim.
Hoje nem mais escrevo, cinco livros bem vendidos, boas críticas de todos eles, palestras no mundo inteiro; mas cansei, meu coração também, pifamos.
Marca-passo, vê? É isso: me mantém vivo. Sinta.
TRA-13:29 14/12/2006
Isso aqui que eu mastigo é o marca-passo que come. Era isso aqui que homem de lata procurava, lembra? Mágico de Oz.
Aquela menina de trancinhas, o leão, o espantalho, a bruxa, o tótó... Tem também a história do disco do Pink FLoyd, não acredito não.
Certo: o homem de lata. É: o coração dele é o meu.
Paguei caro, não, nem tinha estrada de tijolos dourados, era tudo frio, sem cor: Hospital. Tem de ser assim, não?
Lembro quando era pequeno, que eu corria; corria, corria e corria, nunca arfava, todo o fôlego do mundo nos pulmões, minha mãe dizia que veio na base de reza e oração, que pedia todo dia a Deus que não tivesse mesma asma que meu avô e meu pai, não vim com asma; mas em compensação, vim com um coração de merda, que falhava, falhava quando eu corria demais, e eu só podia correr que nem menino de oito anos: fraco e de perna curta.
Daí enfiei a cara nos livros e parei de correr, pra sempre, ô maldição, nem rezo mais, minha mãe pediu um troço pra vir outro errado? Ódio.
Como não corria, fui escrever, coisa cômoda, corria sim, nos cômodos da casa, nos mundos que inventava, minhas personagens corriam por mim.
Hoje nem mais escrevo, cinco livros bem vendidos, boas críticas de todos eles, palestras no mundo inteiro; mas cansei, meu coração também, pifamos.
Marca-passo, vê? É isso: me mantém vivo. Sinta.
TRA-13:29 14/12/2006

2 comentários:
uh!
no meu top está
"Catapimbacaímos",
de fato, me amarrei nesse texto!
como todos que leio diariamente aqui, sr Túlio!!
rs, vc é um fofo.. já te disse isso?
valeuu por ligar hoje e escutar meu "cof-cof-cof" por 15757878546565574 hrs!
beijoka
eu sou feliz por existir um marcapasso que me mantem viva sem ele hoje taria só meus ossos hahaah é vamos ri pq chora n tem mais graça****
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