Devia dinheiro ao mundo inteiro e só vivia bêbado.
Filha casada com marinheiro grávida, que não voltava há seis meses.
Mulher fugiu com outro, deixou já faz duas semana.
Novidade chega no correio: carta do marinheiro: morreu de tifo no Nepal.
Munda filha caiu, casa não desabou.
Foi se agarrar com o amor eterno: cachaça.
Aumentou a divida do bar, Manuel percebeyu que não ia ver cor de dinheiro, chamou mais 3 e quebrou na porrada.
Filha grávida e três costelas quebradas, chorava que nem criança, chorava...
Resolveu cometer suicidio, mas filho foi antes, ela e seu bebezinho de quase 7 meses.
Pai protetor que era não deixou neto e filha sozinhos, pegou outra corda e foi com eles.
TRA-03/10/06
*Tidisnudano*
Trovas de bêbado velho,
É assim que escrevo,
E não mudo,
Mania de bêbo véio
Esse jeito te assuta
E seu medo mimudeçe
Mas bastam 2,
Miseros 2 dedos de prosa
E uns copos de pinga
Preu tidisnudar
E você vai pedir disculpa
Por sua entrega
E irei brindar como véio bêbo
Tua nudez e tua disculpa
Só pratideixa vermelha
E ti levar pra cama...
[...queria cair na noite. Pos o vestido mais lindo que encontrou na gaveta, cheirando a mofo, e descalça msmo, saiu de casa.
Um vulto branco percorrendo as ruas da cidade poluida de gente e carros desgovernados.
Buscou-se nos reflexos das vitrines.
Se viu perdida na frente da joalheiria, seus olhos misturando-se com diamantes e perolas, e ela quis sumir no meio daquilo, ser mais um perola pongando no pescoço de uma madame dona de um cachorro chinÊs ou um gato pelado.
Procurou uma pedra, preparou-se para atirar contra a vitrine.
Atirou.
E desfez-se no meio da calçada em mil pedaços.
Mesmo que você quisesse, mesmo que eu quisesse, não iriamos perceber, nunca.
Estariamos por demais ocupados em ser parte da cidade poluida, tentando ser gente ou carro desgovernado...]
As vezes gosto das histórias pequenas, de pessoas pequenas e ordinárias como eu, aquelas coisas tão comuns que sabemos existir do outro lado parede e nunca vemos os outros fazer, mas também fazemos.
Mas estranho e delicioso disso tudo é poder ser eu e o outro, ser eu e os outros, eu e a outra, eu e as outras, eu e ninguém, eu e a imensidão. Ou tudo isso sem mim.
E as vezes me pergunto aonde quero chegar, pra em seguida me convencer de que não quero ir a lugar algum, porque no fundo já fui ou estou em todos os lugares...
Por outro lado sei que sou deveras limitado. E quando penso nesse lado olho pro meu copo de açucar com café, pra fingir que sei voar.

5 comentários:
No Nepal não tem mar...
e daí?
licença poética.
quem escreve pode fazer ter mar no nepal, neve em salvador, a até fazer existir amor. quer coisa mais incoerente que essa?
=D
é, na verdade eu tbm nao gosto de beto guedes. mas é ex clube da esquina, e lila ama ele.
mas, enfim, lila anda num clima "faltam seis dias pra ufba" e provavelmente vamos ver cazuza na globo comendo brigadeiro.
0o
babe!
certamente iremos fazer algo juntos...
Foi otimo o show do cordel, e no fim voltamos de onibus juntos!
rs
beijoka,
e sempre... adorando seus textos!
EU NÃO GOSTO DO BOM GOSTO
EU NÃO GOSTO DO BOM SENSO
EU NÃO GOSTO DOS BONS MODOS
EU NÃO GOSTO
...
QUE GOSTOSO!
ANDIE*
EU GOSTO É DOS QUE TEM FOME
FOS QUE MORREM DE VONTADE
DOS QUE SECAM DE DESEJO
DOS QUE ARDEM
...
EU NÃO LEMBRO DE TER SORRIDO TANTO NAS MADRUGRADAS..
EU NÃO LEMBRO DE TER GOZADO NAS MAGRUGADAS..
E NEM DE TER TIDO VONTADE DISSO..
E NEM DE TER SIDO TÃO ANJO QUANTO O QUE EU TINHA VISTO..
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