quinta-feira, 8 de maio de 2008

Uma canção que devia ter sido ou vai ser

Orestes Perseguido pelas Fúrias (Bourguereau, 1862)


*Vênus em fúria*

Sentimento indescritívelmente decifrado
Meu coração que sofreja chorando calado
Minha mente, que mente,só mente
Cá dentro de mim
Sentimento indescritívelmente decifrado

O outro lado de mim
Diz preu rezar
O seu lado de mim
Diz preu errar
Contigo de novo
Refazer outra vez ou seu jogo
Meu Serafim

Qual fim me foi reservado:
O fim daqueles porcos
Ou o dos heróis assinalados?
Qual filme me é revelado
Aquele da história sem fim
Ou o do bruxo apedrejado?
Que eu resista no fim

Sentimento indescritívelmente decifrado
Ela anda dizendo pros muros que a falta de mim
Minha mente, que mente,só mente
Aí dentro de ti
Sentimento indescritívelmente programado

Meus pertences me fogem
E prometem não voltar aqui
A balbúrdia da chuva nas ruas
E o mundo alagado
Os olhos com chamas e fúrias
As fúrias com olhos e chamas
Dionísio em festim

Qual amor me foi reservado:
O amor do homem santo
Ou dos amantes mal amados?
Qual clamor me é apropriado:
O dos anjos na língua dos homens
Ou o das estátuas e dos telhados?

Sentimento indescritívelmente decifrado
Minha paixão que lampeja um medo velado
Minha mente, que mente, só mente
Cá dentro de nós
Sentimento indescritívelmente detonado.

tuiu

Um comentário:

Nina. disse...

guto, guto...

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