
Vapor
Intentou trancar a porta, deixar ela nua do lado de fora a mercê das intempéries.
Sussurrava baixinho num masoquismo: eu te amo. Mas relutava em abrir.
Se me ama, porque me deixa aqui fora?
Um silêncio gigantesco corroeu a casa e ela que sentia frio pode sentir calor ali do lado de fora, com toda a neve invisível começando a cobrir seus pés.
Um liquido quente escorre por entre o capacho, conhecia aquele cheiro forte de suor, a porta se abre. Nenhum sinal dele, apenas a poça de liquido quente no tapete.
Quando ela perguntou: Se me ama, porque me deixa aqui fora?
Ele sussurrou para si: quem souber morre.
Evaporou.
tuiu -01:12-8/7/2008

4 comentários:
Obaaa! Voltou!\o/
Realismo fantástico, mon cher?:Pobs: lembrei da cena que Amélie vira uma poça d'água...pocinha mais lindinha!
Genial duplamente.Primeiro por aparecer um comentário seu no meu blog.Depois, porque sempre que leio seu blog afirmo pra mim mesma:"túlio é genial". E abro um sorriso pra tela do computador.Espero que não fure comigo na sexta novamente!te nado seu chato!
tem um R a mais ali?
Postar um comentário