quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

"Breathe, keep breathing, don't lose your nerve, breathe, keep breathing I can't do this alone"[Radiohead]

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Onde os fracos não têm vez...

Tem sido difícil respirar. Difícil não, impossível.
E onde está aquela paz que ele tinha? Diversão, mundo de fantasia?
Perdidas nalgum lugar dentro dele que não sei se existe mais.
Existir perante uma inexistência.
O vazio se propagando infinitamente dentro e para além dele.
O mundo desaba sobre aqueles que não aprenderam a andar por aqui...
Leonardo foge disso tudo atormentado por suas idéias maravilhosas,no fim das contas vale mesmo ter o nome nos livros?
"Eu quero ser esquecido e não quero ser lembrado..."
"Medo de dormir..."
"Oh Navalha..."
Sim, os traços falam mais do que aparentam.
Completa e miseravelmente amaldiçoado se desfaz na calçada consciente de si mesmo como um buraco negro em franca expansão...
Porque é impossível falar das coisas diretamente e como elas simplesmente são?
Porque quando é dito de maneira simples todos interpretam como uma estúpida e simples nuvem passageira?
Porque no fim é sempre solidão?
Porque há tanta gente, mas parece que só ele percebe dolorosamente o que pouca gente compreende: que sempre, no fim sempre é solidão?
Porque os porquês se avolumam e crescem como se fossem um vírus, uma verborréia?
Porque a cabeça inventa as coisas e essas coisas são sempre facas ou coisas prontas para nos cortar?
Porque ao invés de cortar a alma não cortam a pele?
Porque não cortar somente a pele, que dói menos e cura fácil?
Até quando continua esse turbilhão de perguntas e mais perguntas que no fundo querem ser facas e lágrimas?
Porque raios as facas não cortam a pele?
Porque não fazem logo o favor de atravessar os pulmões? Tem sido mesmo difícil respirar...
A única maneira d'ele gritar é calado?
Porque ninguém se preocupa quando sai por aí fazendo estragos?
Porque dizem que ele escolheu se desde o principio é assim: as coisas parecendo imutáveis, estupidamente assim?
A alma não para calada, o corpo mal consegue se explicar.
Medo de dormir e vontade de nunca mais acordar.
Tá tudo escrito, tudo pronto como deveria ter sido.
A partir de agora nada fará a mínima diferença.
A covardia o manterá vivo até o dia em que a vida se cansar de um estorvo se arrastando, mais um.
A morte como um grito desesperado de liberdade para quem não sabe dizer nada além do que está escrito.
Os limites da alma continuam infinitos, o corpo ainda não sabe disso e morre de obesidade mórbida.
Tudo cresce e ele se perde dentro de si se perguntando porque não se perde dentro dos outros, como qualquer um.
A última linha é prapenas uma coisa:
Reiterar que ele está fadado ao fracasso.

[01/02/08] 

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O trabalho O Vazio Cego do Medo da Luz do Lado Escuro de Túlio D'El-Rey Almeida foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.
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