(2)[Sobre o não ler, falo sério...]

*estrelas e glutamato*
Vocês não me conhecem.
Lobo está morto e de proposito ninguém percebe. cá entre nós: faz diferença não.
Aprendi na escuridão de um quarto escuro a ser um milhão de gente debaixo de chuva, tremendo de frio, dentes amarelos batento, lábios roxos... Com medo até de mim.
Isso que você cultiva chamando de amor? Ah, tenho também, num jardim quase seco, só cai agua de chuva e cuspes alheios dos vizinhos, as vezes seus também.
Espelhos quebrados pela casa inteira, faço questão, charme pré-colonial.
Casa sob desordem, sob minha noumenalidade de não ser... Digo e repito em voz alta.
Espinhos nos braços, espinha escapando, rasgando a pele, pingando sangue no chão... aprecio pinturas rupestres.
Vocês definitivamente não me conhecem, posso dizer outra vez meu lema de cavaleiro solitário?
"Só existo aqui. O resto? É rosto."
Satisfeita sua voracidade, mostrado teu sorriso: até o dia em que seremos felizes.
Casinha no campo, rocks rurais, cabelos brancos...
Até a próxima estação e o próximo olhar de estranhamento.
Vocês não me conhecem, sou infinito e inexistente, espirito desgarrado, pedaço amorfo de coisa alguma, pedaço amorfo de ninguém.
TD-RA-16:31-22/10/2006

2 comentários:
ela está ali mais uma vez e de novo e de novo.. se sentiu oca.. inútil..
eu amo o lobo.
(comentário super relevante.)
bom, teria mil coisas a dizer sobre o texto, te conhecendo.
mas vou fingir que nao,
e comentar sobre como vc me impressiona com seus textos, "charme pré colonial"..
sempre que vc deleta o blog vc volta com textos cada vez melhores.
ou foi o leite com velocet, who knows?
fpxmc
PORRA DE LETRINHA DOS INFERNO!
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