komētēs
Eu te vejo sumir por aí
Engolida pelo vão citadino
A cantar canções embriagada
Você me sorri
Um convite a dançar na rua escura
Do rodopio da saia fogem versos
Coisas
O que escrevi e confessei
Com vento descobrindo tuas ancas
Revelando tuas pernas
Teu despudor em pêlo
No meio da rua
Nu
Entregue à sarjeta
A catar os estilhaços de poesia
Amontoando com as mãos os cacos de si
O poeta te vê se afastar
Te deixa ser engolida pelas vitrines
E te perde entre as galerias
Num claro clarão
Foi-se, pensou
Mas volta
Cometa.
tuiu

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