sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
"Subiu a montanha, imitou a imagem. Abriu os seus braços, gritou pruma ave. Quem voa de volta é o filho de Deus." (NR)
salto
Pessoas fazem coisas estúpidas, pensou. Será assim até o fim dos tempos.
Lá de cima vislumbrava o movimento dos passantes sem rumo por ruas, vielas e esquinas.
Vento cortava cortante a zunir nos ouvidos: no topo do mundo, cidade sem fim.
O terno amarrotava, lá em cima fazia frio, mas o suor encharcava o rosto, precipitava.
Só mais um passo, mais um segundo, rumo torpe ao fatal destino: asfalto.
De lá do alto, uma pessoa, mais uma: a fazer coisas estúpidas. Constatou.
Lembrou da dança do cisne negro, aquela mesma que prenuncia sua morte, largou mão da sorte: se jogou.
Imitou uma imagem, gritou pruma ave: quem voa de volta é o que nunca voou.
tuiu
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O trabalho O Vazio Cego do Medo da Luz do Lado Escuro de Túlio D'El-Rey Almeida foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.
Com base no trabalho disponível em ovaziocego.blogspot.com.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais ao âmbito desta licença em http://ovaziocego.blogspot.com.
Um comentário:
sensacional, sem mais.
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