quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Realeza
Todo mundo agora é rei
Diz o ditado quando os caras do outro lado chegam nas quebradas
Não sei direito se sou rei, se tenho de fato majestade
Me perco nos becos escuros como quem não quer nada a espera de algo
Nada vem
Nada
Nada
Ninguém
Reprimo sentidos
Sentimentos
Me reparto em mil
duzentos
e um
Procuro os amigos
Desejo os amigos
Desejo-os perto
Mas como os inimigos:
inexistem
Acostumo a sofrer de dor
Calado
Acostumado
Que sou a calar o que sinto
O que pressinto
O que me oprime
Me aperta
Me mata
Porque gosto de ser forçado
A não ser quem sou
A não saber de nada
Não saber do que sei
A não ser rei
Coisa que todo mundo é...
tuiu
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O trabalho O Vazio Cego do Medo da Luz do Lado Escuro de Túlio D'El-Rey Almeida foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.
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