quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Deserto Manifesto Calado

Edward Hopper - Excursions into Philosophy


...é quando rompo o silêncio e através dos teus gestos percebo que a luz que aos meus olhos atravessa é exatamente a mesma que sai dos teus. Me conduz sinuosamente por teu corpo. tateio aos poucos tua ternura e sinuosamente deixo meu corpo falar ao seu...
É ai que esqueço o mundo --esquecemos-- manifestamos tudo, e hajam manifestos, nos olhamos dizendo: ajam, manifestos! Nos pegamos manifestando por aí, e manifestamos pra quê? por quê? em nome de quem? Para, por e pelo amor! Para, pelo, e por amar!
Lembro que não aprendi a fazer poesias de protesto, e até detesto poesias de protesto, mas em nome do amor... ah, em nome do amor, você diz: vale tudo! Guerras, feridas, mordidas, massacres, sortilégios... É por isso que peço: chega na carne e FERE! Memastigue.memastigue.memastigue...
Cesso.
Rompe o dia,e passaros apaixonados cantam sobre nós... Já dentro de mim faz silêncio: quando você foi embora, só me sobrou --de repente-- esse deserto e calado manifesto...

tuiu

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O trabalho O Vazio Cego do Medo da Luz do Lado Escuro de Túlio D'El-Rey Almeida foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.
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