Ela quis amor, e parecia me jogar da beira de um precipicio... Amor é navalha na carne, no muro estava escrito.
Deixei as malas no saguão, estavam todos na sala de espera, ela pedindo que eu amasse mais e não esperava nada além disso, nem mais nem menos, só que a amasse mais...
Eu lá, pensando bem como seria novamente brincar à beira de um precipicio, como seria brincar novamente com fogo...
Olhei para porta que estava fechada atrás de mim, olhei para ela que estava na minha frente...
Nada além disso, ela dizia. Nada além...
Eu retrucava cá comigo, pensava, pensava, pensava bem...
Nada além, e repetia.
Pensava bem... Como se pensar resolvesse.
E as malas no meio do saguão, todos na sala de espera...
Ela...
Eu...
Ela...
Eu...
Ela.
Sempre ela antes de mim, tapei os olhos como um kamikaze louco...e fui.
Depois dali não lembro bem...
Eram imagens turvas à minha volta, 1966 talvez.
Intuí, não sei.
E nem voltei pra trás, a mala ficou no saguão, e todos permaneceram na sala de espera.
Aí no presente.
tUIu

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