quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Ilhota...

Esquece teu nome e me dá razão de ser mentiroso também. Dizemos tolices, fazemos tolices e no fim quase nunca acaba bem.
Te digo a verdade, e não ligo, quase nunca ligo pra tuas palavras ingratas vestidas de rimas de amor.
Porém a tardinha quando o sol vem se por...
Me lembro da dor de queimar ao bronzeado, do teu riso, do teu gosto, do teu rosto ficando rosado...
E eu ficando azul, lá no meio do mar me juntando a imensidão. 
Ali na ilha eramos dois sós, um só só, um sol.
Nenhum vestigio sobrou além das marcas na areia que já se apagaram e juro: são eternas.
Não finjo perdoar, eu perdoo: sempre. É quase um dom, resquicio precioso de humanidade.
Quando me sinto desumano, lembro destas coisas e penso que talvez eu seja daqueles poucos que a alma ainda não morreu.
Você mostra isso nos olhinhos de criança.
Me apaixono pelo olhos de criança, e me faz falta o brilho com algodão doce.
Dói. Mas não vim aqui falar de dor... Hoje eu vim falar de amor e do sabor que têm teus beijos: indecifravel.

TRA-22:33-9/1/2008

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O trabalho O Vazio Cego do Medo da Luz do Lado Escuro de Túlio D'El-Rey Almeida foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.
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